Shadows Rising – Capítulo 13

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O Capítulo 13 sofreu um leak semanas antes do lançamento oficial do livro Shadows Rising. Chegou a hora de recordarmos este capítulo

Com a ajuda de alguns fãs do Cartel (obrigado a todos vocês mais uma vez!) nós compramos o novo livro de World of Warcraft. Intitulado Shadows Rising, o livro foi escrito por Madeleine Roux e conta a história entre o final de Battle for Azeroth e o começo da nova expansão, Shadowlands.

Mathias Shaw e Filinto Belvento, bem como toda a tripulação do Bold Arva passaram por uma tremenda tempestade no capítulo anterior. Com a ajuda de seus marinheiros e marinheiras, o pirata e o Mestre Espião conseguiram sobreviver, porém algo não estava certo. Melli Spalding, uma Sábia das Marés de altíssimo conhecimento sentiu que aquelas tempestades não eram aleatórias – algo não estava certo.

O capítulo 13 não é estranho para quem segue o Cartel: semanas antes do lançamento do livro Shadows Rising, o site BlizzWatch revelou um leak deste mesmo capítulo. No entanto, ao ler o livro, o leak estava incompleto – mas agora está completo e pronto para ser lido!

Shadows Rising, Capítulo 13 – Nazmir

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“Que cova,” Sira Velaluna zombou, puxando o pé para fora da lama e ouvindo o ruído estridente.”É uma bênção que este posto seja apenas temporário.” Ao lado dela, Nathanos ficou parado, ignorando a perceptível nuvem de moscas que se acumulava ao redor de sua cabeça. Ele costumava usar uma colônia sutil para afastar o cheiro de não estar vivo nem morto. Muitos consideram a completa ausência de perfume irritante, mas Sira tinha acabado de se acostumar com isso. Porém, ela não lidava com os insetos tão graciosamente quanto Nathanos, e se debatia contra neles enquanto se reuniam em enxames cada vez maiores. “Onde eles estão?” Sira acrescentou, irritada. 

“Paciência, Guardiã… paciência.” Ela não tinha tido um bom dia, e tudo piorou quando ela foi forçada a ficar com lama pelos joelhos. O Pântano dos Sapos era um lembrete doloroso do quão morta-viva ela realmente era. Aqui, a vida urrava para ela de todas as direções, das árvores úmidas cobertas com cortinas verdes de musgo, aos caranguejos subindo e descendo a costa atrás deles, ao coro ensurdecedor de sapos e insetos roubando qualquer chance de um pensamento tranquilo.

A vida, audaciosa e arrojada, estava por toda parte. Provavelmente tinha um cheiro fresco. Além disso, nem um centímetro estava livre de trepadeiras, ninhos ou da espuma do lago. Entre as árvores à frente, uma manada de Feras do Rio bufavam e sopravam, a seção de metais da orquestra chilreavam, cantavam e coaxavam. Era, em uma palavra: repugnante.

“Seremos comidos vivos”, ela bufou, golpeando uma dúzia de insetos antes que todas as palavras tivessem saído de sua boca.

 

“Lá!” – Nathanos Arauto da Praga, Capítulo 13 

Nathanos apontou para as mesmas árvores que escondiam as Feras do Rio. Longas cordas de musgo penduradas faziam a praia parecer claustrofóbica; por outro lado, os quatro Patrulheiros Sombrios que estavam espalhados vigiando aguentavam obedientemente as picadas dos insetos e o fedor do pântano. “Você os vê?” ele perguntou e Sira cerrou os olhos. “Eles se movem como sombras pelo solo da floresta e, sendo sombras, continuarão sendo muito úteis para nós.”

Ela detectou o movimento entre as raízes altas que jorravam da base das árvores. Trolls, habilmente camuflados de lama, rastejavam na direção deles, quase invisíveis na mescla de arbustos e troncos caídos no pântano. Sira não discutiu sobre a utilidades deles – eles já tiveram que tirar o Lamento da Banshee das águas profundas para evitar as tempestades mortais que assolavam a costa.

“Eles podem sair do esconderijo, já que foram eles que convocaram esta reunião“, retrucou Sira.

“Eu concordo.” Com um sorriso, Nathanos assobiou com os dedos na boca, alertando os rebeldes Zandalari de que ele havia notado a presença deles. Eles levantaram, um por um, sua líder entre eles, lentamente caminhando para o local com um mancar expressivo. Sira até que gostava da bruxa, Apari, pois ambas haviam sido traídas pela única coisa que sempre definira suas vidas. Para Sira, era seu culto à deusa Eluna; já para Apari, era sua lealdade à coroa Zandalari.

Pela gravidade de sua lesão, Apari navegou habilmente pelo pântano. Eles se encontraram em uma clareira não muito longe do areal, a líder da Mordida da Viúva chegou com seu animal de estimação pustulento no ombro, com uma pequena comitiva com cerca de doze guardas e com a sua sempre presente tenente, a alta Trollesa de cabelos pretos chamada Tayo.

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“Os cabelos brancos de Apari estavam manchados de lama para esconder sua identidade.” – Shadows Rising, Capítulo 13

Nenhum dos Trolls usava os característicos mantos brancos e pretos do culto, mas sim trapos e pedaços de armaduras indefinidos. Apenas Apari e seu guarda-costas Tayo se separaram para falar com eles. A Trollesa bruxa apoiou o peso na sua perna boa e pressionou a palma da mão contra o sei peito.

“Saudações, cavaleiro pálido.”

“Finalmente”, respondeu Nathanos brevemente, “entendo que deve ter sido difícil, dadas as suas limitações, mas da próxima vez espero pontualidade.” Os olhos dela brilharam.

“Não possuo limitações com as quais você deva se preocupar, cavaleiro pálido.”

“De fato. Pelo menos você entendeu nossa necessidade de sigilo. Não podemos arriscar nos aventurar mais por terra. Se os leais a Zandalari puserem os olhos em nós, nossos planos estarão perdidos.” A bruxa acenou impacientemente.

“Você trouxe nosso pagamento?”

“Você não está numa boa posição para fazer exigências.” Nathanos bufou, “porém eu estou ansioso por sair deste pântano.” Ele se virou e gesticulou para a Patrulheira Visrynn se dirigir para frente. A Patrulheira, de cabelos escuros, trouxe um pequeno baú esmaltado, silenciosamente colocando-o no território neutro entre os Trolls e o Arauto da Praga. Enquanto estavam a bordo do navio, Sira os viu preparando o pagamento: uma coleção de pedras preciosas, jóias, colares de placas de metal lindamente martelados, pequenos jarros de espíritos raros e adagas. Para ela, parecia um pouco excessivo, tendo vista que os recursos estavam cada vez mais escassos, mas Nathanos deixou claro que esse era o preço de uma missão bem-sucedida.

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“Em breve.” – Nathanos Arauto da Pagra, Capítulo 13

Assegurou-lhe a bordo do Lamento da Banshee uma hora antes. “Para onde iremos nenhum desses insignificantes importará”. Sira deu outro tapa num novo enxame de insetos que zumbiam em torno de sua cabeça enquanto observava a guarda-costas da bruxa se ajoelhar e abrir o baú com um dedo. Sem sorriso; sem um “obrigado” por sua generosidade – enfim, nenhuma reação. Sira fervia, olhando para Nathanos, que revelou tão pouco quanto o Troll de cabelos pretos.

“Não é isso que eu quero.” Apari balançou a cabeça, zombando, “não foi isso que combinamos.” Pigarreando, Nathanos sinalizou calmamente para Visrynn retornar. Ela o fez e com igual serenidade pegou o baú e voltou para as irmãs atrás deles.

“Insultante”, Sira murmurou. Talvez ela não devesse ter aquilo. No mesmo instante, a bruxa fixou seus penetrantes olhos turquesa em Sira. Logo após, Sira sentiu uma terrível sensação, como se milhares de aranhas deslizassem por suas costas; ela estremeceu, mas se recusou a desviar o olhar. Apenas um truque de bruxa, ela disse a si mesma, nada mais.

“Pronto, pronto”, Nathanos interveio, “isto foi um simples mal-entendido. O que você querem de nós, então?” Apari sorriu, mostrando um conjunto de dentes amarelados e afiados, as pontas enegrecidas pelos obscuros e poderosos espíritos que os Zandalari destilavam em tonéis carbonizados. Ela mancou para a frente, olhando Nathanos de cima a baixo, como se ele fosse um pedaço de carne nobre. O que viria a seguir, pensou Sira, não o faria feliz.

“Seu mensageiro disse que você queria matar um Loa.” Apari assentiu. Seus olhos se iluminaram, a ideia claramente a excitando.

 

“Você quer matar Bwonsamdi, mas não pode, não sem nós.” – Apari, Capítulo 13

“O que você quer não é fácil – ele deve ser enfraquecido primeiro. Os crédulos e os tributos o mantém forte, mas sem seguidores fiéis ele fica vulnerável. Seus santuários são protegidos por uma poderosa magia, o tributo que preciso de você dissipará esse feitiço”. Nathanos apressou-a, chegando finalmente a um estado de impaciência visível.

“Continue.”

“Isto vai exigir algo precioso”, continuou ela. Apontando para Visrynn e para o baú, ela bateu a mão e deu de ombros, “isso pode ser precioso para alguns, mas não para você. Você deve desistir de algo doloroso, algo insubstituível. ”

“O que oferecemos deve ser mais do que suficiente.” Nathanos permaneceu firme.

“Você não está em posição de barganhar.” A bruxa era surpreendentemente ousada, Sira tinha que admitir isso. Com um suspiro teatral, a bruxa Troll começou a se virar, evitando a perna ruim e recusando a ajuda da sua guarda-costas, ela reuniu os membros da Mordida da Viúva. Por um momento, Sira teve certeza de que era apenas um blefe, mas não: os Trolls se reagruparam e desapareceram lentamente de volta para a densa folhagem do pântano.  

“Um momento.” Os Trolls pararam, olhando para a líder. Apari esperou, oferecendo apenas um olhar por cima do ombro direito. Antes que Nathanos pudesse ceder e se submeter às exigências deles, Sira o pegou pelo cotovelo, abaixando a voz e inclinando a cabeça na direção dele. 

 

“Espere…” – Sira Velaluna, Capítulo 13

Mas ele já estava puxando uma corrente debaixo do pesado casaco preto: um distintivo verde e dourado, esmurrado e desbotado com o tempo, pendurado na corrente manchada. O distintivo de um oficial? Um remanescente de uma guerra há muito esquecida? Sira não sabia dizer.

Nathanos e Sylvanas já haviam servido em Luaprata; ele era tão talentoso taticamente que havia sido elevado ao posto de Líder dos Arqueiros dos Andarilhos, uma conquista que nenhum outro humano conseguiu. A própria Dama Sombria foi quem fez a promoção e os Patrulheiros Sombrios que serviam Sylvana haviam contado essa história muitas vezes em alto-mar. Ele parecia ser o seu favorito. Será que esse distintivo também era um “favorito”? Embora seus olhos sempre pulsassem com o mesmo constante brilho carmesim, Sira notou escuridão por um momento, desaparecendo como uma lembrança antiga e gravada.

“O que você está fazendo?” Sira continuou sussurrando, “não podemos simplesmente ceder a todas as demandas e rolar como cães treinados; eles vão pensar que você é fraco.” Com isso, Nathanos torceu o lábio, olhos agora tão vivos e brilhantes quanto sua raiva ardente. Ele pareceu se recompor, no entanto respirava com dificuldade. Parece que sua força não deveria ser questionada. Sira quase recuou, mas ele apenas afastou os cabelos da testa, seu olhar queimando nela com a mesma intensidade furiosa.

“Você aprenderá o valor do silêncio, ou eu ensinarei a você.” Aquilo pareceu satisfazer sua fúria e quando ele olhou para ela novamente, era como se ela não fosse mais que uma pústula em seu pé, algo que ele detestava notar, mas precisava. Sira ficou em silêncio, indignada quando ele puxou a corrente em volta do pescoço, quebrando-a, antes de se aproximar de Apari, esticando o distintivo para que ela pudesse, por fim, pegá-lo.

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“Apari poderia ter sido gravemente ferida, mas ela se movia rapidamente.” – Capítulo 13

Seu braço mais pareceu um borrão ao mesmo tempo que ela arrancou o colar da palma da mão de Nathanos. O Arauto da Praga, no entanto, estava pronto para ela e rapidamente prendeu a sua mão antes que ela pudesse receber o pagamento.

“Isto não é um amuleto, bruxa. Se você não conseguir destruir os santuários do Loa como prometeu, haverão graves consequências. Você pode ter conjurado algumas nuvens ao longo da costa, mas um pagamento elevado como este exige resultados”.

Sira deu um sorriso leve – por fim, ali estava o Arauto da Praga que ela conhecia. Enquanto Apari virou as costas rindo, Sira pressentiu um vulto pelas costas de Apari e de sua guarda-costas. Mas será que aquilo esteve ali por todo aquele tempo? À medida que Sira deixava seus dedos escorregarem em direção à sua adaga, pronta para atacar, o vulto pulou em direção a eles em um pulo… mas era apenas um sapo.

“Isto… Isto é o que o feitiço requer. Ele possui o poder da saudade, da dor. Isto irá servir, cavaleiro pálido, isto irá servir. Nós atacaremos o primeiro santuário hoje. As efigies de Bwonsamdi irão arder e todas as perdas acelerarão o momento final!”, disse Apari com um pequeno sorriso sereno, mas grande o suficiente para mostrar suas presas amareladas.

“O que era aquilo?” questionou Sira ao seguir Nathanos. Ele podia ensiná-la o valor do silêncio mas ela jamais se privaria de dizer o que pensava.

“Não interessa neste momento.”

“Pertencia a ela, não era?” Nathanos parou, ajeitou a sua aljava e nesse ínterim disse:

“Lembre-me de afogar a bruxa neste pântano assim que tudo terminar”, disse Nathanos. Ruídos fizeram todos parar ao mesmo tempo, prestando atenção em uma poça próxima aos pés de Apari.

 

“Assassino!” – Membro do culto Mordida da Viúva, Capítulo 13

Um dos seus seguidores gritou. Sira desembainhou prontamente a sua espada; ao seu lado, os Patrulheiros puxaram suas flechas ao mesmo tempo que Nathanos pegou o seu longo arco. Então uma única lança passou em frente a eles, em direção a um arbusto, lançada perfeitamente por Tayo. Como resultado, um sapo gordo estava pendurado na ponta.

“Krag’wa, o Imenso habita estes pântanos e ele pode ser favorável à Rainha traidora”, explicou Tayo, “seus pequenos espiões estão por todo lado. Este poderá ser apenas um sapo ou, no entanto, ele poderia estar pulando de um lado para o outro para nos distrair. De qualquer das formas: almoço.”

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World of Warcraft Shadowlands

World of Warcraft Shadowlands é a oitava expansão do maior MMORPG de todos os tempos. De acordo com a Blizzard, ela chega no dia 26 de outubro de 2020, às 20h. Shadowlands conta então a história pós-eventos de Battle for Azeroth. Com o propósito de acabar com o domínio sobre o Flagelo, Sylvanas destrói o Elmo da Dominação do Lich Rei Bolvar Fordragon, liberando o Flagelo e rompendo o véu que liga o mundo dos vivos para o mundo dos mortos.

Reinos ocultos de maravilhas e horrores aguardam quem chegar ao outro lado. As Terras Sombrias são o lar de todos os que já se foram, um reino entre mundos cujo tênue equilíbrio preserva a vida e a morte.

É neste cenário que os Heróis de Azeroth precisam tentar evitar que a máquina da Morte seja quebrada e acabe com o Mundo como conhecemos. Você pode saber tudo sobre a expansão em nossa hub.



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