Shadows Rising – Capítulo 14

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O Capítulo 14 de Shadows Rising é bem quente e traz à discussão muita dor, pesar e ressentimento

Com a ajuda de alguns fãs do Cartel (obrigado a todos vocês mais uma vez!) nós compramos o novo livro de World of Warcraft. Intitulado Shadows Rising, o livro foi escrito por Madeleine Roux e conta a história entre o final de Battle for Azeroth e o começo da nova expansão, Shadowlands.

O anterior capítulo 13 foi aquele que sofreu leak semanas antes do lançamento de Shadows Rising. Nele pudemos ver o acordo entre Apari e os seus seguidores da Mordida da Viúva com Nathanos Arauto da Praga, Sira Velaluna e os Patrulheiros Negros, fiéis soldados comandados por Sylvana Correventos. O plano é “simples”: Bwonsamdi tem que morrer, para o bem de ambas as partes.

Estamos quase nos aproximando do meio do livro e agora é hora do capítulo 14. Os personagens principais deste capítulo são velhos conhecidos dos jogadores e amantes de lore de World of Warcraft. Yukha e Thrall levam uma comitiva da Horda para território da Aliança em busca de ajuda para restabelecer a normalidade no Reino dos Espíritos. Mas será que a comitiva de Orgrimmar será bem recebida pelos cidadãos e líderes da Aliança?

Shadows Rising, Capítulo 14 – Orgrimmar

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Thrall empurrou o seu prato de comida, perdendo o apetite assim que Yukha chegou na sua mesa. Ele já havia recebido informações de Zekhan que os assassinos que tinham tentado matar a Rainha Talanji durante a reunião em Orgrimmar, haviam atacado novamente em Zuldazar. Eles eram suficientemente organizados e lutavam por uma mesma causa: a causa da Mordida da Viúva. Os assassinos feriram diversos guardas, além de terem sequestrado dois civis.

Thrall morava numa pequena cabana no Vale dos Espíritos, grande o suficiente para caber uma cama e seus pertences, no entanto, por outro lado, os demais membros do Conselho optaram por moradias mais luxuosas. Mas ele preferia uma casa menor; algo maior apenas aumentaria a sensação de vazio e de saudades de sua esposa Aggra e seus filhos Durak e Rehze. Nada disso: uma pequena casa seria o suficiente até que sua família pudesse se juntar a ele ou até ao momento que a Horda não precisasse mais dele.

“Não vai comer isso?”, perguntou Yukha, se inclinando sob seu cajado.

“Você veio roubar minha ceia ou fazer o seu trabalho, Yukha?”. O Xamã deu um leve sorriso.

“Meu velho amigo, sua missiva chegou até Nordrassil e eu trago comigo a resposta. A Guerreira da Noite aceita que você vá, com uma condição.”

“E então? Desembucha!”

“Ela diz que você dele levar o que é devido.” Thrall franziu sua testa e coçou seu queixo.

“E o que mais ela disse?”

“Nada”, declarou Yukha enquanto pegava um pedaço de comida, “ela disse que você saberia o que significava.”

“Entendi. E como ela está?”

 

“A raiva dela não diminuiu, se é isso que você quer saber.” – Yukha, Capítulo 14 

Claro que não. Se fosse comigo, minha raiva perduraria por milênios – pensou Thrall.

“Muito bem, eu não posso ficar por aqui por muito mais tempo esperando por mensagens e aturando bate-boca dos membros do Conselho”, suspirou o Orc. Thrall se levantou da mesa e chamou um jovem; a cabeça do pajem do ex-Chefe Guerreiro surgiu atrás de uma cortina e ele ordenou: “Vá depressa até ao Castelo e convoque Calia Menethil e Baine Casco Sangrento – partiremos para Nordrassil antes do pôr do sol.”

“Agora mesmo!” O pajem sumiu e Thrall se dirigiu até ao seu imenso e velho baú que continha seus pertences. Ele pegou um cinto de couro e uma capa vermelha, feita pelas mãos de Aggra enquanto ela ensinava seus filhos a tecer – aquilo fazia ele se lembrar de casa. Yukha viu Thrall vestindo a capa e coçava o seu próprio queixo.

“Hm… A mulher morta-viva e o Chefe Tauren. Você tem certeza que isso é certo? Eles não vão se recordar da Rainha Banshee?”

“Baine odeia Sylvana e o sentimento é mútuo”, respondeu Thrall ao sair da cabana, seguido pelo seu velho amigo. Era sabido que Sylvana tinha Baine como alguém de coração mole, mesmo depois dele ter tentado depô-la. O ódio dela por Baine atingiu Thrall com força e, agora que ele ia conhecendo melhor o líder dos Tauren e sua devoção à Mãe Terra e aos espíritos, seu respeito por ele só crescia. A noite chegou e Thrall deu por si sentindo falta das piscinas naturais de Nagrand – ele quase conseguia ouvir o riso de seus filhos enquanto brincavam na água.

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“E a mulher?” – Yukha, Capítulo 14

“Calia Menethil tem intenções de diminuir o fosso que separa os Renegados dos Kaldorei que recentemente foram reerguidos como mortos-vivos. Não vejo perigo nisso.” O velho Xamã continuava se apoiando pesadamente sobre seu cajado enquanto Thrall reparava nas lojas funcionando a todo vapor, os ferreiros tentando voltar à normalidade após a Guerra de Sangue. “Você discorda?”

“Seria melhor se você fosse sozinho.”

“Metade do Conselho já está convencido que eu serei vítima de uma emboscada em Nordrassil; algumas pequenas concessões devem ser feitas”, respondeu Thrall, continuando “volte para dentro e coma o restante da minha comida, se isso te incomoda tanto.” Yukha deu uma resposta em tom hilário.

“Ah, Ataterra, ir sem mim realmente seria a sua desgraça. Eu negociei um livre trânsito com os Druidas que protegem a Árvore Mundo e irei escoltar você e seus companheiros.” Rapidamente, Thrall tentou retrucar, mas Yukha ignorou, “Tiala assegurou que a minha passagem até à Árvore Mundo seria segura para nós. Eu irei guiar você até lá e posteriormente até à localização de Tyrande. Depois disso? Depois disso você estará por sua conta.”

Você dele levar o que é devido”, pensou novamente Thrall.

Thrall não era um louco. Certamente Tyrande Murmuréolo e Malfurion Tempesfúria desejam alguma contrapartida, alguma indenização para aos crimes de guerra realizados em Teldrassil. Até mesmo em Nagrand, num mundo afastado e distante, foi possível ouvir os gritos coletivos derivados da queima de Teldrassil ordenada por Sylvana Correventos; além disso o cheiro de cinzas também atingiu aquele mundo distante.

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“Mas o que ele devia?” – Shadows Rising, Capítulo 14

Como ele poderia responder? Ele não fez parte da guerra da Horda que resultou naquela atrocidade e talvez fosse esse o motivo de Tyrande e Malfurion quererem se encontrar com ele. Inocência em um único crime específico parecia uma fraqueza. Ele olhava para as flâmulas e bandeiras de Orgrimmar e imaginava tudo aquilo em chamas; imaginava a cidade que foi um berço para a vida e alegria sendo vítima da guerra e dor. O que ele iria querer se algo similar acontecesse na sua cidade? O que ele precisaria? Que tipo de remédio poderia acalmar aquela dor? 

 

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Eles trocaram de montarias em Valormok, deixando suas manticoras de lado para subir em hipogrifos – felizmente, o maior deles conseguia acomodar o Baine e seu tamanho considerável. Thrall tinha passado grande parte da viagem contemplando os rasgos próximos das minas próximas de Orgrimmar e posteriormente a paisagem mais agradável do Rio Furiaustral. As árvores chamuscadas de Azshara davam lugar a manchas à medida que as montarias os levavam cada vez mais alto, até que a paisagem do Monte Hyjal se ergueu por detrás da neblina.

Os céus se escureceram num tom ametista e o vislumbre da Árvore Mundo chegou, suas raízes segurando as montanhas como se fossem mãos gigantescas.

“Oh… é lindo!”, ele ouviu Calia Menethil dizer ao seu lado.

“Nordrassil… a Coroa dos Céus. Que dádiva, poder caminhar sob a sombra da Árvore Mundo”, adicionou Baine, com satisfação.

“Olhem!”, exclamou Calia apontando para duas Dragoletas Etéreas que se perseguiam mutuamente na superfície do lago sob Nordrassil. As montarias circularam o local até se depararem com um local mais plano, onde eles começaram sua descida. Os visitantes por fim desceram de suas montarias em segurança, tal como Yukha havia prometido.

 

“A luz aqui é diferente, o jeito que ela atinge as folhagens.” – Calia Menethil, Capítulo 14

Disse Calia olhando para a Árvore Mundo. “E as flores! Você já viu flores com um azul tão verdadeiro?”

“Pelo espírito do meu pai, realmente é uma verdadeira dádiva da Mãe Terra”, declarou Baine enquanto se ajoelhou e pegou algumas flores para adornar seus chifres e roupas. Thrall continuava vigiando; apesar de tudo ele não poderia se descuidar.

“Existe um manto sob este local”, disse o Orc calmamente. Próximo à estalagem do local, um Guardião de Hyjal, coberto pelas cores verde e marrom de Nordrassil, mantinha sua vigília, “nós devemos ir rapidamente. Vamos!”

Apenas Yukha o escutou mas os restantes seguiram o Orc. Com um toque de seu cajado, o lago próximo à árvore se tornou mais sólido, sólido o suficiente para aguentar o peso dos viajantes.

“Tenham cuidado com suas palavras”, alertou Thrall.

“Talvez agora seja melhor escutar, conversa fiada não irá ajudar a curar feridas”, declarou Baine.

“Sim, você sente a escuridão que cobre o local?”

“Luto…Eu notei imediatamente, a beleza da Árvore Mundo é impressionante. Mas Thrall tem razão, este é um local enlutado e nós estamos aqui transpondo o seu pesar.” Thrall acenou afirmativamente, satisfeito pelo fato de todos terem entendido a seriedade da situação. 

“Eu não teria vindo, no entanto o Reino dos Espíritos está fraturado e os nossos Xamãs não estão conseguindo encontrar a causa disso estar acontecendo – e isso é muito grave para ser ignorado”, disse Thrall, reiterando o que ele já havia dito durante a reunião do Conselho. Do outro lado do lago, uma nova encosta surgiu, desta vez tendo três tendas prateadas. Alguns colchonetes eram vistos e uma pequena menina noctiélfica tocava um alaúde. Thrall quase nem conseguia escutar a melodia – duas figuras sentadas em um banco chamaram a sua atenção.

 

“À medida que eles se aproximavam, uma das figuras se levantou, porém não saudou ou fez uma vênia em sinal de respeito.” – Capítulo 14

O Arquidruida Malfurion Tempesfúria era imponente, seus chifres similares aos de um cervo cresciam em sua cabeça, penas saíam de seus braços e uma barba esmeralda crescia em seu queixo. E enquanto Malfurion personificava as florestas, sua esposa, Tyrande Murmuréolo era uma manifestação sublime de Eluna, a Deusa da Lua. Sua armadura esmaltada em tons de branco parecia que tinha sido tecida pela própria luz das estrelas. Duas tranças turquesa idênticas emolduravam sua face, suas vestes e cabelos límpidos faziam com que as covas enegrecidas de seus olhos dessem uma sensação perturbadora.

Malfurion e Tyrande não estavam sozinhos e Thrall estava admirado que Maiev Cantonegro e Shandris Plumaluna também estavam no local. As duas estavam cochichando entre elas mas ficaram em silêncio quando os membros da Horda se aproximaram. O capacete de aço e pontiagudo de Maiev contrastava com a beleza natural e sutil do seu entorno; o único detalhe harmoniosamente natural era sua capa em tons de verde esmeralda. Já Shandris estava tão armada quanto seus pares. Mechas do longo cabelo azul escuro saiam de dentro de seu capacete, seus olhos praticamente escondidos – porém ela não precisava ver para saber que aqueles eram elementos hostis.

Yukha parou a uma distância considerável do tapete e Thrall estava logo ao seu lado, ombro com ombro. Quase duas cabeças mais baixa, Calia estava ao lado de Thrall e Baine estava à esquerda da então outrora Humana. Esperando uma recepção fria, Thrall se curvou bastante, aliviado que o restante de sua comitiva o tenha imitado.

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“Como prometido, Thrall, filho de Durotan.” – Yukha, Capítulo 14

“O Chefe Tauren, Baine Casco Sangrento e Calia Menethil, princesa de Lordaeron e Conselheira dos Renegados da Horda. Eles vieram discutir sobre os distúrbios notadas pelos Xamãs da Harmonia Telúrica e pelos Druidas da Clareira da Luz.” Tyrande encostou na jovem Elfa que tocava seu alaúde, que soltou uma última nota e ficou totalmente imóvel. O som da fauna do local podia ser ouvida, porém não impedia o silêncio constrangedor daquele momento. Thrall mantinha sua atenção voltada para Tyrande, que olhava o Orc fixamente nos olhos, sem desviar o olhar.

“Agradeço por terem concordado com esta reunião”, começou Thrall, “Yukha e outros sentiram estranhas interferências no Reino dos Espíritos. Os nossos mortos não estão conseguindo fazer a travessia como deveriam e eles precisam urgentemente da ajuda dos Xamãs para os guiar.”

Nada. Nem um deles sequer piscou, apesar de ser difícil de notar isso em Maiev e Shandris. Thrall então continuou:

“Yukha me informou que suas sacerdotisas descobriram algo similar. Nós viemos em busca de respostas; vocês falarão conosco?” Thrall já estava um pouco nervoso, suas bochechas queimavam pelo tamanho do insulto; em outros tempos, ele jamais iria tolerar tamanho desrespeito. No entanto, ainda nada – um silêncio total. Ao lado dele, Calia ficava nervosa. Thrall respirou antes de dizer algo mais abrupto e olhou nos olhos de Tyrande uma vez mais; uma aura hipnotizante de escuridão.

Aquele momento o levou, uma vez mais, para Nagrand. A raiva não era passageira; ela queimava tanto quanto Teldrassil queimou no dia daquele ataque. Eles já haviam estado juntos: ele, Tyrande e Malfurion, os três defendendo Nordrassil. Aquela árvore eles conseguiram salvar, mas o crime de Sylvana ainda deve ser respondido. Eles inclusive presenciaram o casamento de Thrall com sua esposa, Aggra. Talvez, a raiva de Tyrande tenha obliterado aquelas memórias. 

 

“Eu trouxe o que você pediu… o que é devido.” – Thrall, Capítulo 14

Disse Thrall e finalmente ele viu um brilho nos olhos de Tyrande, “eu trago as mais sinceras desculpas em nome da Horda. Agora nós não somos mais uma única voz que fala através de um Chefe Guerreiro, mas sim um grupo de vozes. Nós formamos um Conselho para que nunca mais um elemento tome o poder e abuse dele, como fez Sylvana. Como Sylvana utilizou para… matar o seu povo”.

Ele pode jurar que a luz da lua sob eles brilhou mais forte, como se a menção ao nome da Rainha Banshee tivesse acendido ainda mais aquela sensação de raiva.

“Calia Menethil veio e representa o nosso desejo em mudar; Lilian Voss agora fala pelos Renegados. Ambas querem se renovar, sem a influência tóxica de Sylvana. Aqueles que eram favoráveis à traidora foram exilados e seus seguidores enterrados. Até mesmo Baine Casco Sangrento ousou em depô-la como Chefe Guerreira; uma pena que ele não tenha conseguido fazer isso cedo o suficiente e que muitos não ouviram ao que ele dizia.”

Estaria ele falando para uma parede? Nada afetaria Tyrande? Até mesmo Malfurion deu um leve aceno compreensivo, talvez indicando apenas que eles estava ouvindo. Para a sua surpresa, Shandris tirou seu elmo revelando suas tatuagens vermelhas.

“Você vai entender a nossa hesitação, Thrall. Até mesmo promessas feitas pelos seus próprios aliados foram quebradas. Eu ouviria mais sobre o que você tem a dizer, mas apenas porque eu anseio tanto por justiça como por uma cura para o nosso povo.”

“Tenha cuidado, Shandris. Ouça as palavras adocicadas dele, acredite nele e se junte à Horda em caça a Sylvanas  por sua conta e risco; assim que a missão for cumprida você encontrará as lâminas deles cravadas nas suas costas”, disparou Maiev e, para aquela frase, Tyrande quase sorriu. 

 

“Eu acredito que a justiça é ação, Maiev, já te tinha dito isso antes.” – Shandris Plumaluna, Capítulo 14

Retrucou Shandris.

“Ações de quem? Da Horda? Qual justiça? Eu não ficarei satisfeita com apenas Sylvana recebendo o seu castigo. Ela não estava sozinha quando Teldrassil queimou”, argumentou furiosamente Maiev. 

“Baine estava preso por se opor a Sylvanas – nem toda a Horda estava ao lado dela naquele dia”, relembrou Thrall.

“E ainda assim ela falou por vocês, agiu em nome de vocês”, respondeu Maiev, “o Chefe Guerreiro é a voz da Horda, a mão da Horda; mas agora vocês se agruparam em um Conselho, dividindo a culpa, se escondendo por trás de revisões covardes de uma história que jamais será esquecida.” Maiev terminou a frase dando um passo adiante, mas foi prontamente contida por Shandris.

“Eu duvido que você gostasse de levar a culpa por todos os erros e crimes que a Aliança cometeu”, explicou Shandris, sua voz calma.

“Exatamente. O que é justiça para você agora? Penhasco do Trovão tem que queimar? Orgrimmar? Será que as mortes de inocentes do nosso lado irá aliviar você? Você não acha que dor traz ainda mais dor?”, disse Baine.

“O Lorde Supremo Saurfang orquestrou o cerco com Sylvana, apesar dele nunca ter tido intenções em destruir a Àrvore do Mundo. A sua contribuição não pode ser esquecida, mas agora ele está morto – morto pelas mãos da sua própria Chefe Guerreira”, prosseguiu Thrall, “estas discordâncias são uma distração. Nossos lados divididos apenas nos impede de aprisionar aquela que deu as ordens.” Maiev girou em busca das reações de Tyrande e Malfurion – porém não obteve nada. No entanto, quem falou foi novamente Shandris.

“Se nós aceitarmos um acordo temporário nós não apenas exoneramos toda a Horda mas também a sua estratégia de um momento. Eu não vejo razões para não irmos adiante com isto.”

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imagem por: Warcraft Lore

 

“Eu vejo diversas razões!” – Maiev Cantonegro, Capítulo 14

Reclamou Maiev. Tyrande permaneceu calada. A pequena Elfa voltou a tocar o seu alaúde mas Tyrande prontamente deu um leve tapa, fazendo com que o silêncio reinasse novamente. Será que a lua cresceu novamente de tamanho? Estaria ela mais perto; ameaçando?

“Ainda não era tempo”, finalmente Malfurion falou, em seu tom barítono, se aproximando de sua esposa “isto foi uma loucura. Deixe-os ir.” E, por fim, Tyrande se ajeitou e finalmente ela falou.

“Quando vocês recuperarem os corpos de milhares de kaldoreis quebrados e queimados, quando vocês se ajoelharem e beijarem os pés de milhares de almas enlutadas, quando vocês olharem nos seus olhos e dizer que “a nossa Horda mudou” e eles acreditarem em vocês; apenas aí eu aceitarei vossas desculpas e tratá-los-ei como semelhantes. Meus irmãos aqui podem estar dispostos a se entreter com vossas promessas vazias de ajuda e justiça, mas eu não caio nessa. Eu aprendi a não cair nessa.” Thrall se preocupava que com um simples comando de Tyrande, a lua caisse sob suas cabeças. Seus olhos, apesar de serem pretos, brilhavam de alguma forma; a fúria de Eluna queimando e brilhando cada vez mais pela sua pele a cada palavra dita; e Tyrande prosseguiu:

“Quantos órfãos a Horda ganhou naquele dia? Aquelas crianças irão crescer, elas irão acordar a cada manhã com o sabor de cinzas e, um dia, elas irão atrás de vocês. Ah, elas irão atrás de vocês e elas irão fazer com que vocês sintam o sabor dessas cinzas – e aí vocês sentirão a justiça deles sendo feita.” A clareira ficou cada vez mais escura, como se toda a fauna e flora à volta deles estivessem se esvaindo. Apenas quando Tyrande terminou seu discurso é que a luz da Lua brilhou novamente sob a clareira.

 

“Rápido, vamos embora!” – Yukha, Capítulo 14

“Isto foi um erro, eu nunca deveria ter trazido vocês aqui”, disse Yukha enquanto tentava reunir todos eles. Baine e Calia permitiram que Yukha os agrupasse – apenas Thrall permaneceu, dando leves passos, sem virar as costas para Tyrande, que dirigiu suas palavras finais diretamente para ele.

“Você vai ver que o sabor da justiça é menos doce que as desculpas proferidas pelos castigos que você cometeu e quando essa justiça vier, não haverá armísticio que poderá salvar você.” Thrall sentiu Yukha puxar seu braço, mas ele não permitiu ser puxado. Thrall pensou que sabia o que Tyrande queria, mas agora ele tinha entendido o erro. Ele enxotou facilmente a mão de Yukha e pressionou seu punho contra eu próprio peito.

“Eu vou trazer o que é devido, então. Não vou trazer palavras ou promessas: eu vou trazer a cabeça de Sylvana Correventos!” Uma espécie de sorriso surgiu na face de Tyrande.

“Então faça-o, ou nunca mais tente falar comigo novamente.”

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World of Warcraft Shadowlands

World of Warcraft Shadowlands é a oitava expansão do maior MMORPG de todos os tempos. De acordo com a Blizzard, ela chega no dia 26 de outubro de 2020, às 20h. Shadowlands conta então a história pós-eventos de Battle for Azeroth. Com o propósito de acabar com o domínio sobre o Flagelo, Sylvanas destrói o Elmo da Dominação do Lich Rei Bolvar Fordragon, liberando o Flagelo e rompendo o véu que liga o mundo dos vivos para o mundo dos mortos.

Reinos ocultos de maravilhas e horrores aguardam quem chegar ao outro lado. As Terras Sombrias são o lar de todos os que já se foram, um reino entre mundos cujo tênue equilíbrio preserva a vida e a morte.

É neste cenário que os Heróis de Azeroth precisam tentar evitar que a máquina da Morte seja quebrada e acabe com o Mundo como conhecemos. Você pode saber tudo sobre a expansão em nossa hub.



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