Shadows Rising – Capítulo 15

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Durante o Capítulo 15 nossa atenção é voltada, uma vez mais, para Dazar’alor e para a Rainha Talanji

Com a ajuda de alguns fãs do Cartel (obrigado a todos vocês mais uma vez!) nós compramos o novo livro de World of Warcraft. Intitulado Shadows Rising, o livro foi escrito por Madeleine Roux e conta a história entre o final de Battle for Azeroth e o começo da nova expansão, Shadowlands.

No Capítulo 14 pudemos ver Thrall, Calia e Baine serem escoltados pelo Xamã Yukha até Nordrassil para uma reunião como os líderes dos Elfos Noturnos Malfurion e Tyrande. O casal, que estava acompanhado por Maiev e Shandris, não deram uma recepção calorosa aos viajantes – muito pelo contrário. Após muito impasse e nervosismo, Thrall por fim concordou em dar o que os Elfos merecem por tudo o que aconteceu com Teldrassil: a cabeça de Sylvana Correventos.

Novamente em Dazar’alor, o Capítulo 15 coloca a Rainha Talanji como centro das atenções uma vez mais. Com pesadelos recorrentes, a Trollesa não sabe mais o que fazer para controlar suas noites de sono e, acima de tudo, o controle de seu Reino. Tudo piora quando o Loa da Morte, Bwonsamdi, revela um destino trágico para ambas, caso nada seja feito para derrotar os rebeldes da Mordida da Viúva.

Shadows Rising, Capítulo 15 – Dazar’alor

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Os pesadelos vinham com tanta frequência que Talanji já conseguia reconhecer a falsidade contida neles – mas reconhecer é diferente de escapar. As primeiras gotas de um líquido corrosivo pingavam de longas presas brancas e longas, similares às presas de uma Fera do Rio, em seus ombros. Ela gritava sem conseguir se livrar da aranha que pairava sob ela, suas presas cada vez mais perto; afiadas que nem uma lâmina e cada vez mais se aproximando mais. Se debater, pontapear, girar; nada ajudava – sem esperanças. A criatura, semelhante a própria Shadra, prendeu a Rainha em sua cama, suas 8 patas formavam uma prisão. Seu abdômen agitado produzia seda capaz de cobrir todo o cômodo, formando um casulo mortal – e seria o mausoléu de Talanji.

A aranha gigante abriu então sua boca e, novamente, Talanji gritou. Dentro, lutando para escapar, ela viu a face de Bezime, o pai inconsolado que foi até ela implorar que ela permitisse que um casamento pudesse desabrochar. Mas a Mordida da Viúva capturou-o durante uma de suas incursões na cidade e seus patrulheiros, por fim, encontraram o nobre sem vida em Nazmir, queimado num estado que quase o deixou irreconhecível. O Troll arranhava as entranhas da aranham, desesperado para sair.

“Me ajude, minha Rainha! Me ajuda, minha Rainha!”

“Eu não posso.” Talanji se debatia cada vez mais forte. Se aquilo fosse o seu fim, se ela tivesse que enfrentar todos os seus erros, ela não iria simplesmente ficar quieta e morrer sem lutar. No entanto, um nome poderia salvá-la; um apelo a um nome poderia livrá-la do pesadelo. Lágrimas escorriam da face frenética de Benzime e então sua pele começou a borbulhar e queimar, suas preces sendo enterradas no tórax da aranha, que batia suas presas agora em busca de Talanji. 

 

“Bwonsamdi!” – Rainha Talanji, Capítulo 15 

A imagem de Shadra congelou e então se quebrou em mil pedaços, se fragmentando em uma fumaça azulada que se esvaía aos poucos. Apenas mais um sonho, apenas mais um pesadelo – mas não importava! Talanji pulou da cama ofegante, pegou um cobertor e amarrou-o à sua volta enquanto ela limpava o seu suor. Quando ela retirou a mão da sua face ela notou que rugas haviam surgido nele; rugas que no dia anterior não existiam. Como era possível? Será que governar estava sugando a sua vida tão rapidamente?

“Você chamou?” Ela expirou e se sentou na beirada da cama sabendo que Bwonsamdi estava do outro lado do cômodo. Uma brisa misericordiosa, úmida porém fresca, entrava pela janela da sacada. 

“Foi apenas um pesadelo. Shadra queria me matar e o pobre pai que eles sequestraram do palácio estava dentro dela – parecia tão real”, explicou a Rainha.

“Por que sua culpa é real”, respondeu o Loa aparecendo logo à sua frente, “olhe com atenção lá para fora, minha Rainha, seu pesadelo ainda não acabou. Algo deve ser feito – e rápido!” Talanji reclamou, apertando mais o cobertor e se dirigiu para a extremidade da sacada; o Loa da Morte falava a verdade. Fogos queimavam na selva abaixo, oito focos brilhando na escuridão. Ou ela ainda estava sonolenta ou Bwonsamdi estava tremulento, translúcido, como se apenas metade dele estivesse ali presente.

“Como é possível? Meus soldados patrulham as selvas incansavelmente e mesmo assim eles conseguem passar despercebidos. Eles invadem minha cidade, atacam meu palácio… me atacam! Como eles ficaram tão fortes em tão pouco tempo?” Esse era o questionamento de Talanji, que estava tão raivoso que parecia que ia explodir.

“Bwonsamdi flutuava ao seu lado, observando o trabalho da Mordida da Viúva.” – Capítulo 15

Talanji não estava inativa; ela se reunia com seus conselheiros todos dias para discutir nova abordagens, novas táticas. A Mordida da Viúva podia usar a selva para se esconder, com seus números menores em comparação ao tamanho dos exércitos de Zuldazar que se espalhavam pela região. E muitos, mesmo dentro da cidade, continuavam suspeitando em relação ao seu governo. Aqueles ouvidos solidários poderiam se tornar bocas solidárias, espalhando mentiras e terror para os grupos, destruindo a estabilidade e autoridade de Talanji.

“O que vamos fazer? Como eu impeço o que eu não consigo ver? Eles não têm fortalezas e nem mesmo acampamentos. Quando os meus guardas estiverem próximo, eles já fugiram. Nós estamos perseguindo vapor, combatendo fogos que já se tornaram carvão em brasa”, murmurou Talanji.

“Eles atacam vocês por causa do pacto que o seu pai fez”, explicou Bwonsamdi, “eles acham que eu controlo você e eles temem no que a minha Rainha, a Rainha da Morte, pode se tornar.”

“Eu não sou sua Rainha”, encarou Talanji.

“Diga isso a eles”, disse Bwonsamdi entre uma gargalhada sombria, “eles estão queimando meus santuários, quebrando suas magias protetivas, matando os meus sacerdotes. Se eles queimarem mais, eu não serei uma grande ajuda para você. Um Loa não é nada sem seus crentes e preces.”

“Está afetando você. Você está mais fraco”, balbuciou a Rainha.

“E você”, acenou o Loa.

“Eu? Minhas mãos… o que está acontecendo Bwonsamdi?” A Rainha tinha colapsado na parede do seu cômodo ela se forçou a olhar para suas mãos.

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“Nós compartilhamos um laço, pequena Rainha.” – Bwonsamdi, Capítulo 15

Suspirou Bwonsamdi. “Nós compartilhamos um destino. Se eu não possuir nenhum seguidor, se não existirem tributos ou fé em mim, então eu irei desaparecer. Minhas forças se esvaem e, por estarmos conectados, as suas também.” Talanji xingou, escondendo suas mãos por debaixo do cobertor.

“Então estes calafrios, esta dor no meu peito…”

“Vai piorar, Talanji, a não ser que você me proteja. Você tem que me proteger!” Ela sentiu um medo sincero na voz do Loa e se perguntava como ela poderia se manter forte e corajosa quando um próprio Loa sentia medo.

“Eu não posso aceitar isso…”

“Se você aceita ou não, essa é a verdade”, explicou a deidade, o brilho dos seus olhos cada vez mais fraco. Talanji respirou fundo e prosseguiu:

“Se for verdade, então como eu luto contra esses rebeldes? Você não pode me ajudar?” Bwonsamdi soltou uma risadinha, mas com uma audível apreensão.

“Você tem os soldados, Talanji, e você poderia ter muitos mais. Eu acho que você já sabe como pode lutar contra os rebeldes.” A Horda. É claro! O Embaixador Zekhan não parava de pressioná-la para ela aceitar o seu lugar dentro do Conselho da Horda. Uma posição que poderia dar o quê para ela, exatamente? Ela precisa de tropas e navios, não promessas vazias. Mas a sua teimosia não iria apagar os fogos e o Conselho Zanchuli não oferecia nenhuma solução – apenas repetia preocupações. Estava em suas mãos agora; sempre esteve em suas mãos. E agora a sua vida estava em risco.

“Eu nunca irei aceitar paz com a Aliança. Mas eu irei pedir ajuda à Horda… isto está se tornando maior que nós”, declarou, firmemente, a Rainha.

 

“Bom, bom!” – Bwonsamdi, Capítulo 15

Sorriu, por fim, o Loa. “Um ataque contra mim é um ataque contra você; se eles nos destruírem, quem protegerá Zuldazar?” Talanji cerrou seus olhos, suspeitando do sorriso de Bwonsamdi.

“O que você me pede não é algo simples. A Horda está trabalhando com a bruxa que matou o meu pai. A Horda está disposta a ignorar os crimes de Jaina Proudmoore – mas eu nunca estarei! Então se você conseguir o que você quer, Loa, eu também não quero ficar de mãos abanando.”

“Mãos abanando? Você fica com seu reino e sua vida; acho que isso é mais do que justo!”, retrucou Bwonsamdi.

“E eu me livro deste laço que existe entre nós, Bwonsamdi: o acordo de Rastakhan! Eu não quero mais e se eu tenho que abandonar o meu orgulho pela Horda então você terá que abandonar este pacto. Minha vida será só minha, sem estar ligada à de ninguém.” Não era sempre que ela dava um ultimato a um Loa e, pela face de Bwonsamdi, ele não estava satisfeito. Mas ela não desistiu perante o Loa; se ele precisava dela de forma tão urgente então ele poderia se comprometer com ela – era justo. Chegou a hora de, finalmente, ela fazer os acordos.

“Ah, não me parece, pequena Rainha!”

“Por quê? O acordo não pode ser desfeito? Morrerei se ele for desfeito?”, perguntou.

 

“Não Talanji – mas você irá se arrepender.” Bwonsamdi – Capítulo 14

“Você tem o Loa da Morte do seu lado, a lealdade de um Deus – você realmente acha que não iriam existir contrapartidas?”. A brisa assobiava entre eles e os fogos se alastravam pela selva, consumindo as árvores dos troncos às suas copas. O cômodo ficou mais gelado e enevoado, uma rajada de energia empurrando-a para a cama, lançada por Bwonsamdi e suas últimas reservas de energia. “Garota boba, não tem nada a dizer?”

No entanto, Talanji não se acovardou e enfrentou o Loa; ela não falou nada, apenas deixou Bwonsamdi com sua birra. 

“Filha imprudente de um Rei imprudente! Considere-se sortuda por estar trabalhando comigo e não com outro Loa”, cuspiu Bwonsamdi. Graças à sua raiva ele se expandiu, cobrindo agora quase todo o cômodo, seus cabelos tocando no teto – então ele diminuiu, seus olhos perderam o brilho e a cor, “Mueh’zala teria comido você viva.” Até mesmo a menção a outro Loa fez com que a imagem de Bwonsamdi ficasse mais fraca.

“Eu teria lhe dito a mesma coisa”, retrucou Talanji, ainda desafiando. Ela poderia ser uma jovem, desarmada, sem coroa, sem jóias, enrolada em um cobertor – mas ela ainda era uma Rainha.

“Você irá se arrepender disto”, assegurou Bwonsamdi, “considere o acordo selado, garota. Proteja meus santuários, mantenha-nos a salvo e quando eu estiver forte novamente nosso pacto não mais existirá. Você terá sua vida de volta, toda para você, mas você não irá gostar do sentimento que é estar sozinha.”

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World of Warcraft Shadowlands

World of Warcraft Shadowlands é a oitava expansão do maior MMORPG de todos os tempos. De acordo com a Blizzard, ela chega no dia 26 de outubro de 2020, às 20h. Shadowlands conta então a história pós-eventos de Battle for Azeroth. Com o propósito de acabar com o domínio sobre o Flagelo, Sylvanas destrói o Elmo da Dominação do Lich Rei Bolvar Fordragon, liberando o Flagelo e rompendo o véu que liga o mundo dos vivos para o mundo dos mortos.

Reinos ocultos de maravilhas e horrores aguardam quem chegar ao outro lado. As Terras Sombrias são o lar de todos os que já se foram, um reino entre mundos cujo tênue equilíbrio preserva a vida e a morte.

É neste cenário que os Heróis de Azeroth precisam tentar evitar que a máquina da Morte seja quebrada e acabe com o Mundo como conhecemos. Você pode saber tudo sobre a expansão em nossa hub.



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